Solidão: um duelo eterno da humanidade
- 11 de dez. de 2016
- 2 min de leitura
Novo espetáculo do grupo Folias, dirigido por Marco Antônio Rodrigues e com elenco de 12 atores, os quais se revezam em números musicais para recriar uma América Latina mágica e dolorida. O grupo busca inspiração no realismo mágico e história politica recente.
Passando por ideologias dos autores colombiano Gabriel García Márquez e os argentinos Julio Cortazar e Jorge Luis Borges, o grupo Folia encontrou forma de inspiração para ilustrar o continente sul-americano exibindo ao mundo um cartão de visitas suficientemente espaçoso para acomodar tanto a magia e os mistérios da região quanto suas injustiças e mazelas.
Solidão tem uma sequencia de cenas homogênea mas que também podem ser compreendidas em suas potencias individuais. A peça expõe o choque entre duas culturas: a nativa, não necessariamente inocente e ingênua, e a estrangeira, curiosa e extrativista, bem como os desdobramentos desse encontro nas relações de amor, poder e fraternidade.
O interessante eixo central de Solidão é o fato de explorar situações extremas de nascimento e morte, com personagens condenados a erigir uma história dentro de uma cena e destruí-la na cena seguinte.
Mas a grande fisgada de Solidão é, bater exatamente na tecla “Sol” do duelo eterno da humanidade. A peça mexe na ferida do duelo entre homem e natureza, entre homem e o seu próximo e, naquela ferida mais sangrenta, no embate do homem contra si mesmo.
Sinopse
A chegada de um cigano imortal, que abre caminho para a vinda de uma onda de forasteiros, vai provocar mudanças irreversíveis na vida dos moradores de um vilarejo perdido no tempo e no espaço, onde todos os acontecimentos, até mesmo a morte, obedecem a uma lógica muito particular.
Ficha Técnica
Direção: Marco Antonio Rodrigues Dramaturgia: Sérgio Roveri Elenco: Ailton Graça, Bete Dorgam, Clarissa Moser, Joana Mattei, Lui Seixas, Nani de Oliveira, Pedro Lopes, Rafael Faustino, Rafaela Penteado, Rodrigo Scarpelli, Simoni Boer, Suzana Aragão. Dramaturgista: Gustavo Assano Desenho de Luz: Tulio Pezzoni Composição e Direção Musical: Sonia Goussinsky e Rafael Faustino Canção Os Reis do Agronegócio: música de Chico César, letra de Carlos Rennó Movimento Cênico: Joana Mattei Cenografia e Figurino: Sylvia Moreira Design Gráfico: Humberto Vieira Fotografia: Lenise Pinheiro Assistente de Cenário e Figurino: Sofia Fidalgo Pintura Artística de Telões: Fernando Monteiro de Barros Criação de máscaras: Carlos Francisco Adereços: Luis Carlos Rossi Costureiro: Otávio Matias Cenotécnicos: Carlos Ceiro, João Donda Operador de Som: Adriano Almeida Contra-Regragem: Marcelo Machado e Giovanna Kelly Direção de Produção: Ricardo Grasson Produtor Executivo: Tomás Souza Produção Geral: Gelatina Cultural Administração do Projeto: Folias – Dagoberto Feliz e Paloma Rocha Coordenação de projetos e leis : Patricia Palhares Coordenação Administrativa: Olivia Maciel e Felipe Costa Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Estagiários: Carlos Marcato, Isabela Fikaris, Fhelipe Chrisostomo, Táiná Viana Realização: Folias – Projeto Contemplado pela 27ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo e SESC São Paulo.
Serviço
Galpão do Folias: Rua Ana Cintra, 213 Restreia 04 de novembro, sexta–feira às 21h Temporada: sexta e sábado às 21h e domingos às 18h Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia) Telefone: 3361-2223 Censura: 14 anos Gênero: latino Capacidade: 90 lugares Até 18 de dezembro Fonte
Release disponibilizado pela Pombo Correio que faz a assessoria de imprensa do espetáculo.

























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